Bom hoje eu vou levar vocês a Nintendo, com uma matéria bem legal do Bruno Micali para a Baixaki Jogos (www.baixakijogos.com.br)
Muitos clamam por aí sobre um eventual retorno da “Era Dourada” nos games, mais conhecida como “Golden Age”, em que todos gostavam de todas as plataformas, faziam piadas e não ligavam se alguém falasse “Ah, o Sonic dá um pau no Mario!”, pois tudo era levado na esportiva. Hoje, o peso da palavra “indústria” ressoa mais do que “diversão” ou “lazer”.
Uma das grandes
responsáveis pela ascensão dessa era foi a Nintendo. Morde a língua aquele que
diz que a Big N vai encerrar a produção de hardwares e ficar só em softwares,
tal qual a SEGA. “Ela precisa de luz no fim do túnel”, podem alegar. Na
verdade, e eu até comentei isso em outro texto, ela é a luz.
Ao longo da
história, títulos não faltam para comprovar a tese de uma tal fórmula mágica
que só a empresa tem. É que nem a receita da Coca-Cola: muitos tentam imitar,
mas nunca fica igual. O mesmo se aplica aqui.
No tocante a
consoles – pois a Nintendo de outrora fez até jogo de cartas –, nomes como NES
(o querido Nintendinho), Super NES, Nintendo 64, GameCube, Wii e Wii U (sem
mencionar os portáteis!) são um guia para qualquer aprendiz que queira aprender
a gostar de video games. Pois é exatamente nessa vertente que a Big N capricha:
ensinar os outros a curtirem games.
A inexplicável
magia
As franquias
exclusivas certamente são responsáveis pela maior parte da fatia de sucesso da
Nintendo. A palavra “Mario”, para que se tenha uma noção, está entre as cinco
mais conhecidas do mundo, atrás apenas de nomes como Pelé, Google e outros
(sempre variáveis, naturalmente, em função da natureza da internet).
Ao lado do mascote,
temos Star Fox, F-Zero, Donkey Kong, Kirby, Pokémon, The Legend of Zelda, Metroid...
Sem falar que os personagens de cada uma dessas franquias (e de tantas outras)
são igualmente memoráveis. Todo mundo conhece Luigi, “o irmão de Mario”, Diddy
Kong, Peach, Samus Aran, Link, Pikachu...
Em meio a uma
indústria tomada por exigências estéticas, tais nomes podem estar pixelizados
em qualquer frame reduzido que, meus caros, ninguém vai notar a diferença.
Colocar The Legend of Zelda: A Link Between Worlds contra
um Far Cry 4 ou Ryse da
vida, utilizando méritos com ênfase em diversão, resulta numa briga tão párea
quanto The
Witcher 3 contra Uncharted 4 quando
o assunto diz respeito a gráficos.
Se por um lado a
Big N não enxerga a disputa sob essa perspectiva, por outro ela entrega
experiências que, fora dali, seriam pura mesmice. Eu mesmo não consigo
descrever aqui, em palavras, o que é botar um Super Mario 3D World e jogar
descompromissadamente, tirar uns contras online em Mario Kart 8, resolver
puzzles bem montados e agradáveis em Captain Toad: Treasure Tracker, achar
peças escondidas em Donkey Kong Country: Tropical Freeze... E isso porque
considerei um histórico recente. E nem mencionei o 3DS, que ri de orelha a
orelha com uma biblioteca imensa de exclusivos.
Não à toa, e até
ironicamente, a empresa foi eleita a melhor desenvolvedora deste ano. Por que
será?
Wii U em
crescimento
O lançamento do
último console de mesa da Big N passou longe de qualquer exemplo de bom
marketing ou divulgação agressiva, tanto que as ações da empresa até caíram
após a turbulenta chegada do aparelho às prateleiras.
A redenção, no
entanto, veio exatamente à maneira Nintendo de ser: discreta, assumidamente
fora da competição entre Xbox One e PS4 e com as franquias que estão em nossos
corações. Basicamente, o Wii U tem hoje uma biblioteca de exclusivos tão
significativa que só por isso vale ter o console – nem que seja como
secundário, pois as third-parties trazem pouca coisa à Big N (que parece não
fazer questão alguma delas).
É difícil, hoje,
ignorar o console. Só este ano ele recebeu games da lapa de:
·
Donkey Kong Country Tropical Freeze
·
Mario Kart 8
·
Bayonetta 2
·
Super Smash Bros.
·
Captain Toad: Treasure Tracker
Isso só para citar
alguns. Há também, olhando um pouco mais para trás,Wonderful 101, Pikmin 3, Super Mario 3D World, New Super Mario
Bros. U,ZombiU, New Super Luigi U...
Sem contar os produtos lançados digitalmente. Nesta matéria, estamos dando
ênfase maior ao Wii U, pois o 3DS responde por si só.
Nintendo e sua arte em atender aos fãs
É engraçado o que a
Big N consegue fazer com certos jogos que, de outra forma, poderiam ser
“menores”. Vejam só o recém-lançado Captain Toad: Treasure Tracker, por
exemplo. O título nasceu como um projeto mobile, e olhem só o produto final:
trata-se de um autêntico título para Wii U com jogabilidade agradável, simples,
descomplicada e divertida. Na verdade é uma grata surpresa, um dos jogos mais agradáveis
da temporada.
Os preços são os
mais baratos entre as opções da nova geração – Captain Toad é um lançamento e
chegou a apenas US$ 39,99. Os bundles do Wii U, que geralmente acompanham dois
jogos, não passam dos US$ 300.
E o panorama para
2015 não poderia ser melhor. Um novo Zelda, Star Fox, Xenoblade Chronicles X, Yoshi’s Woolly World, Mario Party 10 e Kirby
and the Rainbow Curse são só alguns que vão enriquecer ainda
mais essa biblioteca – e nem é preciso se esforçar para constatar a “magia” que
cada um terá.
Em outras palavras,
o Wii U se tornou uma plataforma difícil de ignorar e que jamais deve ser
subestimada. Na verdade, a Nintendo jamais deve ser subestimada. E é bom que a
fórmula dessa magia continue desconhecida, pois o sabor é único. Assim como o
da Coca-Cola.
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